Sobre as escolhas e o medo
Nós somos o resultado de nossas escolhas. E que escolhas eu
fiz na vida? Tudo errado... Ou não. Sei lá. Bloqueio. Tenho me bloqueado muito
ultimamente. Tenho tido medo de me expressar, de me entregar, de mostrar quem
eu sou. Por quê? Não sei. Não sei de
nada da minha vida ultimamente. Tenho me sentido uma fraca. Medrosa, frouxa. Tenho
sentido a solidão da pior forma. Porque foi a solidão que eu escolhi como o
caminho mais seguro. Porque é na solidão
que eu me protejo de qualquer dor. O problema
é que a solidão também dói. Talvez doa mais porque não é a dor da tentativa que
não deu certo. É a dor de nem tentar. É a dor de estar parada, por medo. É a
dor da covardia. É o fracasso na covardia. Estar sozinha é bom. Ser sozinha é
que são elas. Controlar o sentimento, não permitir se apaixonar. Fraqueza,
covardia, medo! Tudo por causa de um amor não superado. Tudo por não achar que
merece ser feliz. Deixa passar o que vale a pena e só depois, bem depois,
quando não se tem mais o que fazer , é que percebe o que perdeu. Há quem diga
que é burrice. Mas na hora, parece força. O medo cega. Distorce a realidade. Nos
faz pensar que é certo o que parece ser seguro. Nos faz esquecer que a
segurança nem sempre traz alegria. A segurança pode ser uma prisão. A paz pode
ser uma prisão. Uma prisão que usa das armadilhas mais sórdidas pra nos
enganar. Porque mente, ilude, vende o que não existe. Não existe a paz. Ninguém
nunca fica em paz. Tudo é fruto do imaginário racional, o que é um paradoxo. Ou
simplesmente um erro. O racional não imagina, não sonha, não faz planos. O
racional mal vive. Sobrevive. Mas é necessário. Mas é infeliz, é metódico e,
principalmente, é solitário. É preciso se deixar levar pelo erro se o que se
almeja é a felicidade. A felicidade não é linear. Paga-se um alto preço por ela.
O preço do não saber, o preço da incerteza. O prazer está nisso. O medo também.
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